A verdade é que os últimos meses têm sido, como dizem, uma droga. Sisos nascendo, verões em curso, frilas rolando e uma profunda crise existencial salpicada com arroubos de insegurança e complexo de inferioridade.
Tenho poucos amigos. A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre…
Só hoje percebo, tive dores desnecessárias por pessoas que não valiam a pena.
Você chora como se sua dor fosse sair junto com as lágrimas.
Fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho: o cheiro preciso dele.







